Brasil tem menos alunos no Ensino Superior que Argentina, Chile e Colômbia

O número de estudantes matriculados em cursos de graduação no Brasil é proporcionalmente menor do que em alguns de nossos vizinhos sul-americanos, segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Apenas 15% dos brasileiros entre 25 e 34 anos estavam matriculados em algum curso superior em 2015, contra 22% no Chile e na Colômbia e 21% na Argentina.

Se levarmos em conta a taxa média dos 35 países-membros da entidade, a situação do Brasil é ainda pior: 37% da população dessa faixa etária costuma estar matriculada em uma universidade nessas nações. Quando comparado com os BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) porém, o Brasil se sobressai positivamente. A China conta com apenas 10% de universitários, a Índia 11% e a África do Sul 12%.

O estudo mostrou ainda que os universitários brasileiros têm preferência pela área das Ciências Humanas, com cursos como Administração de Empresas e Direito despontando entre os mais procurados. Se somados, os dois cursos representam 37% dos alunos matriculados no Ensino Superior no país. Pedagogia também se destaca como um curso desejado pelos estudantes nos parâmetros da pesquisa.

A OCDE apontou também grande disparidade na oferta de cursos entre as regiões. O Sudeste e o Distrito Federal apresentam alto percentual de alunos nas universidades. Já o Nordeste carece de polos de ensino e instituições aptas a absorver a demanda dos Estados. A variação chega a ser de cinco vezes entre uma região e outra do país.

A empregabilidade e as vantagens sociais de quem possui formação superior foram mais uma vez demonstradas através da pesquisa. Segundo a OCDE, quem conclui a faculdade tem 10% mais chance de ser empregado e ganha, em média, 56% mais que adultos que possuem apenas o Ensino Médio. O relatório diz que os jovens adultos estão cada vez mais dispostos a obter uma educação que aumente suas habilidades.

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