Pesquisa busca associar inatividade física a doenças crônicas em jovens brasileiros

A professora doutora em Ciências, da Faculdade Drummond, Tânia Regina de França, que integrante do Programa de Pesquisa Científica, busca em sua linha de investigação, fundamentar o paralelo entre a inatividade física associada ao desenvolvimento de doenças crônicas, como o sedentarismo e a obesidade, em especial nos adolescentes do Ensino Fundamental II de escolas públicas e privadas.

Segundo um estudo, publicado em 2014, pelo Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes (Erica), 8,4% dos jovens brasileiros entre 12 e 17 anos são obesos. A pesquisa também identificou que 70,7% dos meninos nesta idade e 38% das meninas dentro desta faixa etária são sedentários.

“Diante das possíveis constatações, pode-se inferir que as alterações no estilo de vida de adolescentes, principalmente as reduções nos níveis de atividade física e exercício físico, o aumento do comportamento sedentário podem vir, consequentemente, a contribuir para o surgimento de fatores de risco para a saúde do indivíduo desde a infância até a vida adulta”, comenta a professora Tânia Regina.

Segundo relatório do Ministério da Saúde, divulgado no ano passado, a obesidade atinge 18,1% da população brasileira. Este número era de 11,4%, em 2006. Quem mais sofre com o excesso de peso são os jovens. Nos últimos dez anos, 8,5% dos brasileiros entre 18 e 24 anos foram diagnosticados com a obesidade, ante 4,4% do identificado há dez anos.

A obesidade é um dos principais males da saúde contemporânea. Para se ter ideia, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem um gasto de R$ 488 milhões por ano para tratar de pessoas com obesidade, além deste male acarretar no desenvolvimento de outros problemas, como hipertensão, colesterol, diabetes e hipertensão.

“A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que a obesidade é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no mundo e que o índice de obesidade vem crescendo cada vez mais entre crianças e adolescentes”, pontua a pesquisadora da Faculdade Drummond. “Para reverter este quadro, precisamos fazer a constatação [dos problemas diagnosticados], e logo após, atuar na intervenção a fim de conscientizar e influenciar de forma positiva nos hábitos de vida destes jovens, fazendo com que eles se tornem adultos saudáveis”, afirma Tânia Regia.